Galeria Espaço IAB 
Galeria de Arte do Instituto de Arquitetos do Brasil 
Ponto de Cultura Solar do IAB. Rua Gal. Canabarro, 363 
Centro Histórico. Porto Alegre, RS. Brasil 
51 3212 2552.  www.iabrs.org.br
NA SALA NEGRA
ESCULTO-PINTURAS: 30 ANOS DE CRIAÇÃO NESTOR CANDI
ABERTURA 14/12/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/12/2016 a 24/2/2017
O artista argentino Nestor Candi reúne pinturas e esculturas criadas entre 1987 e 2016, em exposição que demonstra as relações entre seus trabalhos bi e tridimensionais, reunindo obras executadas com fragmentos de ferro soldados e outras com tintas, verificando-se construção convicta de formas em visível equilíbrio, mediante recortes, dobras, aplicação de cores sobrepostas com harmonia, que tornam evidente a identidade do artista e revelam os processos sucessivos desenvolvidos nesses 30 anos de criação permanente.





















NA SALA ANEXA
GRÁFICA MENTE MOTU
ABERTURA 14/12/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/12/2016 a 24/2/2017
Moisés Tupinambá, também conhecido como Motu, apresenta trabalho icônico com linhas urbanas de identidade contemporânea. Seus temas, influenciados pela cultura pop, giram em torno de paisagens urbanas e personagens dotados de certo humor. O artista explora técnicas e suportes diversos, tendo em sua produção trabalhos em desenho, pintura, litogravura, xilogravura e cerâmica.























NA SALA DO ARCO
RELICÁRIO PELA VIDA LARA ESPINOSA, MILENA KUNRATH, SANDRA MENESES E SUZANA CAMPOZANI
ABERTURA 14/12/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/12/2016 a 24/2/2017
Trabalhos que remetem a elementos da natureza em impressões imaginativas de grupo que resultaram na composição de um “Relicário”. As artistas revelam que em suas lembranças “imprime-se o espírito de algo que não mais existe, ou que tende a desaparecer, mas que ainda tem capacidade de transformação para uma nova História”. Nesse contexto, a reunião dos materiais se deu de forma natural, uns como extensão dos outros. Raízes, sementes, folhas e pequenas plantas do jardim se agregaram ao cotidiano de fazer cerâmica, reunidas como acervo particular, tátil e visual. 












NA CIRCULAÇÃO E ÁREAS EXTERNAS
ALÉM DA PAISAGEM BIANCA SANTINI
ABERTURA 14/12/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/12/2016 a 24/2/2017
A proposta da exposição Além da Paisagem busca transpor para o espaço a forma como a paisagem é percebida e modificada, a partir de deslocamento e percepção fenomenológica e de sentido. Neste processo, a poética do trabalho traduz elementos do real para o imaginário, do lado externo para o lado interno, provocando uma ativação do espaço e um desenho da paisagem mediado pelo corpo. A partir de caminhadas pela cidade de Porto Alegre, percorrendo ruas, praças e parques com foco no olhar sobre a paisagem, onde galhos, raízes, troncos de árvores vislumbram um desenho no espaço, diversos elementos constroem um acervo e funcionam como laboratório de pesquisa a céu aberto, onde são registrados ou coletados para desenvolver pinturas, desenhos, objetos e instalações. A saída de campo e o deslocamento são pontos essenciais para a produção do trabalho atual de Bianca Santini, embora não explicitados na exposição.  As alterações climáticas e o excesso de chuvas e temporais que ocorreram no último verão em Porto Alegre, alteraram a paisagem e a percepção sobre ela. Em Além da Paisagem, Bianca faz uma instalação de uma árvore, construída com uma estrutura de espuma, arames, canos metalizados, manta térmica, revistas e roupas usadas no hall do espaço cultural do IAB, com raízes que se alastram no espaço externo. Um outro olhar sobre sua pesquisa e sua produção revela a paisagem como ponto de partida e para além dela, em que novos elementos são agregados e a partir deles outros questionamentos relacionados à identidade e à memória começam a tomar relevância no processo de criação.



NA ÁREA EXTERNA
26 RICARDO CARDOSO
ABERTURA 14/9/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/9 a 14/10/2016.
A força de uma forma pura, sem adornos ou enfeites, concebida tendo como ponto central a proporção e a estabilidade que se intercruzam na gramática das formas. A instalação específica de Ricardo Cardoso dialoga com a edificação do Solar do IAB, enquadrando-o de maneira a ressignificar o ambiente construído. Essa pureza geométrica abre a possibilidade da obra mostrar sua fração interior, como que revelando sua essência que ilumina a quem observa ou caminha, refletindo parcialmente as cores do entorno imediato. Assim, evidencia-se sua finitude, mas ao mesmo tempo deixa trespassar olhares estimulados pelo contraste dos materiais, agora inseridos no universo contemporâneo.

  

NA SALA DO ARCO
O JARDIM SECRETO ADRIANA GIORA
Curadoria de Letícia Lau
ABERTURA 14/9/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/9 a 14/10/2016. 
Adriana preparou para esta exposição 3000 peças em cerâmica para sua instalação que tomará conta de todo o espaço da sala do Arco, transformando-a em um jardim. O tema do Jardim Secreto se refere ao jardim como espaço privativo simbolizando os sonhos e um refúgio. Com uma população cada vez mais urbana e as pessoas mais distanciadas da natureza, o espaço de um jardim privado é um bem cada vez mais precioso. A ideia aqui não é criar um simulacro da realidade, mas transpor para a linguagem artística, dentro da poética da artista, um lugar para apreciar, circular e refletir sobre nossas ações perante a natureza.


 
NA SALA NEGRA
PROJETOS DEMARCATÓRIOS ROBERTO CHAGAS
ABERTURA 14/9/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/9 a 14/10/2016.

O homem por sua natureza demarca o espaço, e carrega em si as marcas do tempo. A escultura é matéria transmutada pelo homem no espaço. Roberto, em suas esculturas, propõe um diálogo entre território e temporalidade, pois demarcar o espaço exige tempo. Cada uma das peças apresentadas nesse conjunto corresponde a uma investigação formal que poderá vir a ocupar o espaço público em uma outra dimensão. A pedra, a madeira e o metal atravessam-se na composição e sofrem, da mão do escultor, uma aceleração da ação do tempo sobre si, embora apenas na superfície do metal se possa perceber. É o tempo simbolizado. Algumas dessas esculturas, que compõem uma série iniciada em 2013, saem pela primeira vez do atelier do escultor. Entretanto, algumas já ocupam seu espaço em praças e parques de cidades como Valdívia, no Chile; Ayia Napa, no Chipre e Rio de Janeiro. Assim segue Roberto, transitando pelo território enquanto o tempo passa e transcorre suas marcas no processo de cada obra.




NA SALA ANEXA
PAPIER MÂCHÈ - CHO DORNELES & ALUNAS
CHO DORNELES (ORG.), GRAÇA HUND, JAQUE PAULETTI, MADALENA FUKE, NORA BOHER, REJANE WAGNER, SANDRA KRAVETZ, SILVIA AITA, SUZANA ALBANO, TEREZA ALBANO, VALÉRIA SOVIERO E VERA DALL'ONDER.
ABERTURA 14/9/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/9 a 14/10/2016.
Séculos antes de Cristo, o papiro. Século II, a descoberta ou invenção do papel na China. Século VII, encontrados no fundo do mar, capacetes feitos em camadas superpostas de papel com acabamento em laca, restos de uma batalha entre China e Persia. Século X, de Samarcanda via Damasco o papel substitui o papiro, e Espanha, França e Alemanha tomam conhecimento deste novo material levado provavelmente por comerciantes venezianos. Século XVII, aparece a técnica do PAPEL MACHÉ, como reaproveitamento das sobras de papel, sendo inicialmente usado pela indústria na fabricação de objetos para tabacaria e na produção de utilitários e de painéis usados como divisórias. Começa a se difundir na Inglaterra, Alemanha e Rússia. No ano de 1765, o imperador alemão Frederico, o Grande, patrocina a fundação de uma fábrica de objetos de PAPEL MACHÉ na cidade de Berlim, Alemanha. Já no ano de 1793 se sabe, com certeza, que foi construída uma igreja com painéis deste material, nos arredores de Bergem, na Noruega. Esta se manteve em boas condições por 37 anos, antes de ser demolida. Nos últimos anos é possível observar uma redescoberta do PAPEL MACHÉ. Muitos artistas que, até bem recentemente, se dedicavam predominantemente à cerâmica, à escultura, à pintura ou mesmo às instalações, têm cedido ao fascínio desse flexível material. Acessível, leve e resistente, o PAPEL MACHÉ é um material através do qual se obtém excelentes resultados em um curto espaço de tempo. O irresistível fascínio por este material nasce principalmente de duas características fundamentais: a facilidade com que se pode prepará-lo para trabalhar e a sua imensa versatilidade, capaz de definir grandes possibilidades para o desenvolvimento adequado de múltiplas idéias e projetos. Assim, o que se mostra nesta exposição é o resultado do trabalho orientado por Cho Dorneles, que vem sendo realizado por três grupos distintos, pela primeira vez reunidos, para mostrar em conjunto suas obras.
 


NA SALA NEGRA
CRUZAMENTOS CROMÁTICOS  ANGELA ZAFFARI
ABERTURA 18/5/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 19/5 a 24/06/2016, das 14 às 20h.

Experiências e reflexões sobre a pintura e a cor são apresentadas através de trabalhos com fitas de cetim de Angela Zaffari, e alguns trabalhos ainda permanecem no suporte tradicional da tela, mas apontando para o rompimento de algumas amarras no que diz respeito a autonomia da matéria, embora mantendo o foco na sua produção, na repetição sem perder de vista a poética do seu fazer artístico. O conceito mais tradicional e genérico de pintura refere-se à técnica que aplica pigmento em forma líquida a uma superfície a fim de colori-la, atribuindo-lhe matizes, tons e texturas. Mas devido à variedade de experiências entre diferentes meios e o uso da tecnologia digital o conceito de pintura é ampliado para uma representação visual através das cores em suportes variados, levantando a discussão sobre o próprio conceito de pintura. O trabalho de Angela Zaffari reflete sobre uma série de ações do seu fazer artístico. Incansável na produção de suas tramas e cruzamentos cromáticos, antes produzidas apenas em acrílica sobre tela, busca novas experiências pictóricas, mas desta vez sem tinta. Resignifica a fita de cetim, parte da sua memória de infância quando sua mãe lhe prendia o cabelo e arrematava com um laço de fita, trazendo para o campo da arte um elemento do cotidiano.


















NA SALA ANEXA
VULTO  ANDERSON LUIZ DE SOUZA, DIANE SBARDELOTTO, PAOLA ZORDAN, RAFAEL SOUZA E SIMONE FOGAZZI
ABERTURA 18/5/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 19/5 a 24/06/2016, das 14 às 20h.

A exposição Vulto advém de pesquisas acadêmicas que envolvem estudos gráficos, pictóricos e performáticos em torno da figura. As obras são produções individuais de membros do grupo de pesquisa ARCOE, Arte, Corpo e enSigno (CNPq), coordenado pela professora Paola Zordan, numa ação do Movimento Apaixonado pela Liberação de Humores Artísticos, o M.A.L.H.A. São trabalhos que estendem temas desenvolvidos em dissertações e trabalhos de conclusão de curso à poéticas não circunscritas ao que a pesquisa textualiza. Vulto é a figura imprecisa, mas também a figura volitiva, em volição, movimento, onde gesto, linhas, massas de cor e volumes criam um corpo mais voluptuoso do que estruturado. O que se mostra são corpos e rostos indefinidos, em fases e localizações distintas, mas todos movimentam-se entre estender, circular, envolver, se contorcem em estágios de ser, deixar de ser para vir a ser outra coisa.  As cinco produções tratam dos problemas da representação, do gesto e da criação de faces, pensando anatomias, superfícies e abstrações. Poéticas visuais próprias, envolvidas numa só pesquisa filosófica sobre o corpo, apresentam inscrições figurativas fugidias, todas expressas pelo conceito de vulto, em desenvolvimento junto a estudos deleuzianos e esquizoanalíticos sobre a dobra e os estratos de subjetivação.























NA SALA DO ARCO
ENTRELAÇADOS  MAGNA SPERB E DÉBORA LACROIX
ABERTURA 18/5/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 19/5 a 24/06/2016, das 14 às 20h.

Os módulos RECORTES fazem parte da série ENTRELAÇADOS, criada pela artista Magna Sperb em parceria com a designer Débora Lacroix. Os ENTRELAÇADOS foram construídos a partir de um estudo sobre as tramas de tecidos, redes e telas, e transpostos para a linguagem plástica através de recortes eletrônicos sobre chapas de metal oxidado. Para esta exposição, 21 peças dos RECORTES compõem uma instalação no espaço, em que os módulos se espalham pelas paredes, construindo caminhos como desenhos num campo expandido. O diálogo entre as tramas e o espaço, se enredam num mix de arte, arquitetura e design.




















NAS ÁREAS EXTERNAS
IABrasil/IABeabá  
2 St. Arte Urbana: LEONARDO PEREIRA E PAULO FUNARI
ABERTURA 18/5/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 19/5 a 24/06/2016, das 14 às 20h.

A proposta de intervenção deste projeto criado pelo grupo 2 St. Arte Urbana trata-se de uma ocupação do espaço dos tapumes na fachada do Solar do IAB, através de uma pintura mural que será realizada em tinta acrílica sobre a madeira. Este trabalho é o resultado do esforço de pesquisa e interesse recente dos artistas pela pintura abstrata, cuja influência pode ser buscada principalmente nos pintores americanos das décadas de 40, 50 e 60 do século XX. A influência da Street Art, graffitis e pichações encontrados em espaços urbanos também é percebida na utilização de grafismos de letras, números e sinais – os cartazes e placas informativos feitos a mão e de origem popular que estão espalhados pela cidade também contribuíram na construção estética deste trabalho.